MOREIRA DA SILVA
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Cantor e compositor carioca que teve das carreiras das mais longas (cantou profissionalmente dos 28 aos 98 anos de idade!) de que se tem notícia na música popular brasileira. Foi o grande divulgador da chamada malandragem em música, traduzida no chamado samba-de-breque, gênero caracterizado por paradas (breques) onde o vocalista introduz improvisos falados ou cantados.
Tendo de trabalhar desde os treze anos devido à morte do pai, virou-se em vários empregos, incluindo vendedor e motorista de táxi e ambulância, até gravar seu primeiro disco em 1931, Ererê/Rei De Umbanda. Outros sambas que transformou em sucessos incluem Arrasta A Sandália (de Aurélio Gomes/Baiaco) e Implorar (de Germano Augusto/Kid Pepe/J. S. Gaspar).
Em 1937, ao gravar o samba Jogo Proibido (de Tancredo Silva/Ribeiro Cunha), resolveu incluir entre as estrofes improvisos cheios de gírias. O achado tornou-se sua marca registrada, e Moreira (ou Morengueira, como também era chamado) emplacou muitos outros sambas-de-breque como Na Subida Do Morro (dele e Ribeiro Cunha). Miguel Gustavo foi um de seus melhores fornecedores de hits: Morengueira Contra 007, O Rei Do Gatilho, O Seqüestro De Ringo.
Apesar de viver nas canções o personagem do malandro dos morros cariocas, sua vida pessoal quase sempre foi a mais pacata possível. Moreira ia dormir cedo, evitava o álcool e nem podia ver arma de fogo.
Teve sucesso e prestígio até o fim da vida. Alguns de seus últimos trabalhos de destaque incluíram participação na Ópera Do Malandro de Chico Buarque, cantando Homenagem Ao Malandro, e um CD ao lado de Bezerra da Silva e Dicró, Os Três Malandros, gozando o trio Três Tenores (Luciano Pavarotti, José Carreras e Plácido Domingo).
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