ROBERTO BENIGNI
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Depois de receber sete indicações da Academia de Cinema de Hollywood por "A Vida É Bela" (98), Roberto Benigni apertou a mão do então presidente italiano Oscar L. Scalfaro e soltou: "agora tenho o Oscar na minha mão". Este é Benigni, um palhaço em tempo integral. O curioso é que este comediante escrachado quase se tornou padre. Graças a uma inundação, que danificou toda o seu seminário em Florença, deixou a idéia de lado e preferiu salvar as pessoas através do riso. Nascido em Misericórdia (Toscana) em 1952, representa o tempo todo e detesta ser levado a sério, como garante quem o conhece melhor. É só lembrar do carnaval que ele fez ao receber os prêmios de melhor filme estrangeiro e de ator (!) na cerimônia do Oscar. Subiu nas cadeiras, abraçou e beijou meio mundo e fez um discurso exagerando no sotaque macarrônico. Balela! Ele fala inglês muito bem, mas todos ali queriam ver o Benigni da telona e ele os satisfez. Seu humor caótico e implacável remete diretamente aos Irmãos Marx. A primeira vez que Benigni subiu ao palco foi em cabarés da Toscana. A sorte lhe sorriu quando o diretor Giuseppe Bertolucci, irmão de Bernardo, o ajudou a encenar um monólogo. Grande revelação, foi chamado pelo diretor Marco Ferreri para o papel principal de "Chiedo Asilo"(79). Estreou como diretor em "Tu Mi Turbi" (82) e repetiu a dose com "Non Ci Resta Che Piangere" (83), co-escrito e co-estrelado por seu amigo napolitano Massimo Troisi. O sucesso internacional veio com o imigrante italiano de "Daunbailó" (86). O diretor americano Jim Jamusch ficou tão impressionado com o ator, que conheceu em um festival de cinema, que escreveu o papel especialmente para ele. Os dois ainda trabalhariam juntos no curta-metragem "Coffee and Cigarettes" (86) e em um dos episódios de "Noite sobre a Terra" (91). Enquanto isso, continuou fazendo sucesso dirigindo a si mesmo em filmes como "O Pequeno Diabo"(89), "Johnny Stecchino" (91) e "O Monstro" (94). Filmou também com o mestre Federico Fellini em "A Voz da Lua"(90). Mas ninguém esperava o furacão que seria "A Vida É Bela". Inspirado na vida de seu pai, prisioneiro de um laboratório nazista, ele brincou com o Holocausto e conquistou prêmios pelo mundo.--por Alex Xavier
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