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DJAVAN DJAVAN

DJAVAN

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Durante uma aula prática de química, um menino de 16 anos viu um violão no canto do laboratório. Chegou perto, colocou o instrumento no colo e começou a dedilhá-lo. Viu que os sons agradavam mais que as fórmulas, e foi assim que Djavan Caetano Viana, conhecido nacionalmente por seu primeiro nome, descobriu que era músico.

Dois anos depois, Djavan já havia largado a escola e o trabalho para se dedicar à banda LSD (Luz, Som e Dimensão), que tocava Beatles e outros sucessos da época em clubes, praças e igrejas de Maceió. Não demorou para o artista descobrir sua capacidade de compor, e isso foi suficiente para que Djavan fosse para o Rio de Janeiro.

Sem conhecer ninguém, mas com muita sorte, ele chegou até o produtor da gravadora Som Livre, que gostou do trabalho do cantor alagoano. Djavan passou a gravar músicas para novelas da Rede Globo e a cantar nas noites cariocas.

Em 1976 gravou seu primeiro disco, A Voz, o Violão e a Arte de Djavan, com uma de suas músicas mais conhecidas, Flor de Lis. Após assinar contrato com a EMI, gravou três álbuns por essa gravadora, Djavan (79), Alumbramento (80) e Seduzir (81), este com o sucesso Faltando um Pedaço. Em 82, já pela Sony Music, lançou Luz. Impulsionado pelos hits Açaí e Samurai (com participação de Stevie Wonder), o álbum ultrapassou as 300 mil cópias vendidas. O disco seguinte, Lilás, repetiu as boas vendas.

Após dois anos sem gravar, veio Meu Lado, trabalho mais eclético do artista, com baladas, xote, samba e salsa. Em 87 foi lançado Não é Azul Mas é Mar, que saiu também no mercado americano com o título Bird of Paradise. Em 89, o CD homônimo trouxe Oceano, mais um sucesso na carreira no músico.

Nos anos 90, o artista continuou gravando com regularidade: Coisa de Acender saiu em 92, Novena (um de seus discos mais nordestinos), em 94, Malásia (com as regravações de Correnteza, de Tom Jobim, e Sorri, versão de Braguinha para a canção de Charles Chaplin), em 96, Bicho Solto, em 98 e Ao Vivo, em 99. Este último, compilação de sucessos, tornou-se o CD mais vendido de Djavan: mais de um milhão de cópias.

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