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DENIS DIDEROT DENIS DIDEROT

DENIS DIDEROT

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Denis Diderot (1713 - 1784) Se fosse somente o editor da ´Enciclopédia´, o maior testamento do espírito do Iluminismo, Diderot seria lembrado pelos séculos seguintes. Soma-se a isso, porém, seu próprio valor como escritor e filósofo. Nasceu a 5 de outubro de 1713, em Langres. Aos 13 anos recebeu a tonsura, mas não entrou de fato para nenhuma ordem religiosa. Mudou-se para Paris e estudou com jesuítas, depois estudou Direito. Contudo, seus interesses maiores eram matemática e línguas. Entre 1734 e 1744 viveu em penúria, escrevendo sermões para padres de pouco talento, que pagavam barato por eles. Num café de Paris conheceu outro filósofo de vida difícil então, Jean Jacques Rousseau. Foi amante de damas da sociedade, para quem escreveu obras como ´As jóias indiscretas´ (1748), e sua situação melhorou. Em 1745 um editor lhe solicitou uma tradução de uma enciclopédia inglesa. Diderot transformou esse projeto menor num aglutinador de pensadores e revolucionários, literatos e cientistas e mesmo padres, alguns já famosos, outros no começo da carreira, mas todos imbuídos do espírito esclarecedor contra as forças reacionárias de Igreja e Estado. A obra, censurada algumas vezes, outras interrompida, foi publicada entre 1751 e 1772. Enquanto trabalhava nela, Diderot também deu a público a ´Carta sobre os cegos´ (1749), com proposições ateístas que lhe valeram prisão por três meses. Publicou pouco durante sua vida. Cabe citar a ´Carta sobre os surdos-mudos´ (1751), que reflete sobre linguagem e estética, os ´Pensamentos sobre a interpretação da natureza´ (1754) e o ´Ensaio sobre a poesia dramática´ (1758), além de crítica literária, teatral e de pintura. Os romances ´A religiosa´ e ´Jacques, o fatalista´ foram publicados em 1796. Com o término dos trabalhos para a Enciclopédia, Diderot ficou sem fonte de renda. Sua admiradora, a imperatriz Catarina da Rússia lhe fez o gentil favor de comprar sua biblioteca, que permaneceria onde estava, fazendo dele ao mesmo tempo seu bibliotecário, com bom salário. Os livros foram de fato para a Rússia, como acordado, depois da morte de Diderot, a 30 de julho de 1784.--por Marcelo Cid

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Dentre os textos mais originais de Diderot, este estudo parte da língua dos sinais para, através da retórica, da poesia, da pintura e da música, compreender como os dados recebidos pelos sentidos e... Saiba mais

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