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FLORBELA ESPANCA FLORBELA ESPANCA

FLORBELA ESPANCA

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Florbela Espanca (1894-1930) Uma das maiores poetisas de todos os tempos na história de Portugal e do cenário poético mundial, Florbela Espanca também deixou obras em prosa de igual beleza e rara sensibilidade. Nasceu em Vila Viçosa, a 8 de dezembro de 1894. Aos sete anos escreveu sua primeira poesia, ´A vida e a morte´; em 1916 publicou o soneto ´Crisântemos´ e se tornou colaboradora do jornal Noticias de Évora. Na mesma época mudou-se para Lisboa para cursar Direito, e esse novo ambiente, que possibilitou contatos com outras tendências literárias e com a vida boêmia de então, daria mais possibilidades à sua poesia. Essa fase foi interrompida pelo golpe de um aborto involuntário, que trouxe de volta seus velhos problemas: a neurastenia e a depressão, que a acompanharam por toda a vida a partir dos dezessete anos. Casou-se pela segunda vez em 1921 (o que lhe valeu a rejeição de parte da conservadora sociedade de então) e lançou o ´Livro de sóror saudades´. As coisas pareciam voltar ao seu lugar quando sofreu um segundo aborto, seguido de divórcio e rejeição de sua família por dois anos. Em 1925 casou-se pela terceira vez e iniciou uma fase produtiva atuando como tradutora de francês e trabalhando em seu livro ´O dominó preto´. Entretanto, com a morte de seu irmão, Apeles (com quem tinha uma estreita e, segundo alguns, incestuosa ligação) em um acidente aéreo, sua vida e obra tomaram outros rumos. Florbela passou a se orientar mais para a prosa e assumiu um tom de desencanto, reflexo de sua tragédia pessoal. Diz-se que guardou para sempre os destroços do avião em que Apeles morrera. A relação com o marido começou a se agravar, assim como as crises emocionais que a levaram a uma tentativa frustrada de suicídio. Em 1930, sobreviveu a uma segunda tentativa e passou a colaborar em diversas revistas. Muito se discute se sua morte foi intencional; a 8 de dezembro de 1930 (no dia de seu 36O aniversário) foi encontrada morta, depois de tomar uma superdose (dois frascos) de Veronal. --por Marcelo Cid

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