CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
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Carlos Drummond de Andrade Itabira, Minas Gerais, 1902. Nasce Carlos Drummond de Andrade, nono filho do fazendeiro Carlos de Paula Andrade e de D. Julieta Augusta Drummond de Andrade. O menino inicia o curso primário tardiamente, em 1910, no Grupo Escolar Dr. Carvalho Brito. Em 1915, começa a trabalhar como caixeiro. No ano seguinte, já aluno do Colégio Arnaldo, da Congregação do Verbo Divino, em Belo Horizonte, conhece Gustavo Capanema e Afonso Arinos de Melo Franco. Porém, interrompe os estudos por problemas de saúde. Em 1917, Drummond passa a ter aulas particulares. Um ano depois, ingressa no Colégio Anchieta, em Nova Friburgo. No entanto, em 1919, é expulso do colégio por causa de um incidente com o professor de Português. Em 1921, vivendo em Belo Horizonte com a família, vê seus primeiros trabalhos publicados no Diário de Minas. Torna-se, então, amigo de Mílton Campos, Abgar Renault, Alberto Campos, Aníbal Machado, Pedro Nava e João Pinheiro Filho, entre outros freqüentadores da Livraria Alves e do Café Estrela. Em concurso da Novela Mineira, obtém o prêmio de 50 mil-réis pelo conto Joaquim do Telhado, em 1922. No ano seguinte, matricula-se na Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte. Em 1924, trava contato com Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, que regressam de excursão às cidades históricas de Minas Gerais, e inicia longa correspondência com Mário de Andrade, de quem recebe orientação literária. Casado com Dolores Dutra de Morais, em 1925, funda a modernista A Revista com Martins de Almeida, Emílio Moura e Gregoriano Canedo, enquanto conclui o curso de Farmácia. A partir de 1926, passa a lecionar Geografia e Português no Ginásio Sul-Americano de Itabira. Por iniciativa de Alberto Campos, volta para Belo Horizonte como redator e depois redator-chefe do Diário de Minas. O ano de 1927 é marcado pelo nascimento e morte prematura de seu filho Carlos Flávio. Em 1928, publica na Revista de Antropofagia, de São Paulo, o poema No meio do caminho, que suscita polêmica nos meios literários. É neste mesmo ano que nasce a filha Maria Julieta. Dois anos depois, publica Alguma poesia (500 exemplares), sob o selo imaginário de Edições Pindorama, criado por Eduardo Frieiro. A edição é facilitada pela Imprensa Oficial do Estado, onde começara a trabalhar no ano anterior, mediante desconto na folha de vencimentos. Brejo das almas é publicado em 1934,
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