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MILLOR FERNANDES MILLOR FERNANDES

MILLOR FERNANDES

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Segundo Claudia Barcellos, "depois de mais de seis décadas atuando como desenhista humorista, jornalista, escritor, pensador, dramaturgo e tradutor, fica difícil enquadrar Millôr [...] que é dono, por isso mesmo, de uma ampla sabedoria pragmática, de quem aprendeu fazendo, verdadeiro autodidata." (In: Valor Econômico, 14 dez. 2001). Milton Viola Fernandes, mais conhecido como Millôr, nasceu no Rio de Janeiro, em 1924. Estudou de 1931 a 1935 na Escola Ennes de Souza e formou-se em Artes Gráficas pelo Liceu de Artes e Ofícios no Rio de Janeiro, em 1944. De acordo com Millôr, que iniciou a traduzir em 1942 tiras em quadrinhos estrangeiros quando trabalhou na revista O Cruzeiro, "aprendeu a fazer tradução, porque lhas encomendavam". Ele afirma que "ao traduzir é preciso ter todo o rigor e nenhum respeito pelo original." (em entrevista a Luiz Costa Pereira Júnior e Marco Antônio Araújo. In: Revista Língua Portuguesa on line). Como tradutor do alemão, inglês, espanhol, italiano e francês, transpôs para o português brasileiro obras de autores entre outros como Shakespeare, Molière, Pirandelo, Beckett e Brecht. Atuou no teatro ao lado de Elisabeth Cardoso e Zimbo Trio (no espetáculo Do fundo do azul do mundo) e foi apresentador na TV Record em 1965. Colaborou com artigos e crônicas nos jornais O Correio Brasiliense, Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, O Diário Popular, Correio da Manhã, O Dia, Folha da Manhã e Diário da Noite, e nas revistas O Cruzeiro, O Guri (Revista de história em quadrinhos), Detetive (Revista de contos), A Cigarra, a Realidade, Istoé, Veja, entre outros. Escreveu peças de teatro, letras de música, roteiro de filmes, fábulas, romances, livros humorísticos. Como desenhista e cartunista realizou diversas exposições de seus desenhos, entre elas no Museu de Arte Moderna, em 1957 e 1977, Petite Galerie, em 1961 e Galeria Grafitti, em 1975. Em 1955 recebeu prêmio na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires e o de Melhor cenógrafo do ano, do Serviço Nacional do Teatro com a cenografia da peça As guerras do Alecrim e da Mangerona, de Antônio José da Silva. Já em 1960 o prêmio de Melhor Autor do ano pela Comissão Municipal de Teatro e de Melhor do ano da Associação Brasileira de Críticos Teatrais pela peça Um Elefante no Caos. Foi contemplado ainda com o 2º Prêmio do Salão Canadense de Humor em 1964, com o Prêmio de Tradução de Teatro pela Associação Paulista de Críticos de Arte em 1968 e 1971.

Millôr Definitivo: A Bíblia do Caos

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