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GUSTAVE FLAUBERT GUSTAVE FLAUBERT

GUSTAVE FLAUBERT

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Nasceu na Normandia, a 12 de dezembro de 1821, filho de um pai médico que mais tarde lhe diria: "Nós, os Flaubert, somos uma família respeitável e não queremos entre nós nem vagabundos nem poetas". Quando criança Gustave trepava no muro de um hospital para ver os cadáveres. Estudou direito em Paris, mas abandonou os estudos para dedicar-se à literatura, também devido à epilepsia que começou a se manifestar nessa época. Entre 1849 ele e um amigo viajaram pela Grécia e Oriente (chegou ao Egito). Quando jovem ficou amigo de um filósofo (Poittevin) cujo pessimismo o influenciou. Apaixonou-se por Elisa Schlésinger e depois pela poetisa Louise Colet, mas jamais se casou, talvez por imposição da mãe: "Não o repartirei com nenhuma outra mulher. Nem com um anjo vindo do céu". Como escritor abraçou o Realismo, mas com reservas românticas: "Existem em mim dois homens diferentes. Um deles ama o barulho e as idéias. O outro investiga a realidade o mais profundamente que pode. Gosta de trazer a público tanto os pequenos erros como os grandes fatos, sente prazer no animalismo da humanidade". Seu primeiro e melhor romance, ´Madame Bovary´ (1857), sobre uma mulher adúltera movida por um romantismo incurável, foi condenado por moralistas e envolveu-o num processo, do qual foi absolvido. Escreveu depois ´Salammbó´ (1863) e ´A tentação de Santo Antão´ (1874), mais românticos que realistas (o primeiro ambienta-se na antiga Cartago, o segundo é a história das provações, por visões deliciosas, do monge no deserto). Era um escritor extremamente cuidadoso e lento, capaz de passar semanas em busca de um vocábulo preciso, ´le seul mot juste´ - para ele não existiam sinônimos. Numa carta a Louise ele afirmou que seu objetivo era conseguir um estilo ´tão rítmico quanto a poesia e tão preciso quanto a linguagem da ciência´, e essa busca resumia o que ele chamava de ´as agonias da arte´. Outros romances que escreveu foram ´A educação sentimental´ (1870) e o peculiar ´Bouvard e Pécuchet´, que não concluiu. Morreu a 8 de maio de 1880, em Rouen.-- por Marcelo Cid

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Obra Epistolar da era Moderna, as Cartas de Flaubert Abordam os mis Terios da Criatividade, da Personalidade e as Alquimias da Sobrevi Vencia, Permitindo-nos Confrontar as Mesmas Questoes de Acord... Saiba mais

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