OSMAN LINS
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Osman da Costa Lins nasceu em Vitória de Santo Antão, PE, em 5 de julho de 1924. Após o curso secundário, mudou-se em 1941 para Recife, onde colaborou em diversos suplementos literários de jornais. Cursou a Faculdade de Ciências Econômicas na Universidade de Recife, mas desde cedo trazia definida sua vocação literária. Estreou com o romance ´O visitante (1955)´, três vezes premiado, a que se seguiram os contos de ´Os gestos´ (1957) e o romance ´O fiel e a pedra´ (1961), ambos premiados e muito bem recebidos pela crítica. Em 1960 concluiu o curso de dramaturgia na Escola de Artes da Universidade do Recife e, no ano seguinte, viajou à Europa como bolsista da Aliança Francesa. Em 1962, fixou-se em São Paulo, onde se dedicou a ensinar literatura e, principalmente, a escrever. A obra de Osman Lins é marcada pela permanente busca de originalidade formal, ao mesmo tempo que representa, segundo o autor, ´um esforço de compreensão sobre nossa existência no mundo´. Exemplos disso são as sofisticadas narrativas de ´Nove, novena´ (1966) e o romance ´Avalovara´ (1973), que lançam mão de recursos gráficos, modelos matemáticos e diversos enfoques narrativos para exprimir uma visão pessoal do mundo, temperada de enredos líricos e histórias de amor. A obra de Osman Lins inclui ainda peças teatrais, como a premiada ´Lisbela e o prisioneiro´, de 1961; ensaios como ´Guerra sem testemunhas´ (1969) e ´Do ideal e da glória´ (1977); e o romance ´A rainha dos cárceres da Grécia´ (1977). Osman Lins morreu em São Paulo em 8 de julho de 1978.-- por Marcelo Cid
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