ASA DE ÁGUIA
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Grupo baiano formado em 1987 pelo ex-roqueiro Durval Lelys e seus amigos Levi Pereira, Radi Queiroz, Ricardo Ferraro e Chocolate, o Asa de Águia é considerado um dos precursores da axé music. Depois de se apresentar em alguns carnavais como Banda Pinel, os músicos passaram a promover festas concorridas na Mansão da Águia (daí a inspiração para o novo nome), no bairro Armação, em Salvador. Desde o início, a marca do Asa de Águia foi a união dos galopes e outros ritmos baianos com elementos de pop, rock e até de country music.
O primeiro álbum da banda foi lançado de forma independente, cerca de um ano após a formação do Asa. O repertório do trabalho foi escolhido pelos próprios fãs que freqüentavam as festas na mansão. Músicas como Take It Easy e Bota Pra Ferver tocaram bem em rádios locais e permanecem entre as obras que marcaram o início da invasão da onda axé em outros estados brasileiros.
Durante a primeira metade da década de 90, o grupo cresceu assustadoramente e lançou, na seqüência, os álbuns Qual É (em 1990, que incluiu a canção Balanço do Calipso), Com Amor (1991, incluindo Meu Amor Sacaneou e Iorubandê, que contou com a participação de Luiz Caldas), Se Ligue (de 1992, com os hits Não Tem Lua e Leva Eu), Cocobambu (com participação de Carlinhos Brown e vendas que chegaram perto das 200 mil cópias), Ao Vivo (1994), Sereia (1994) e A Lenda (de 1995, que garantiu o primeiro disco de platina para o grupo, graças ao sucesso nas FMs de Xô Satanás).
A partir de então, o Asa de Águia, já desfrutando de prestígio nacional, passou a explorar ainda mais sua veia cômica e investiu em músicas como A Dança da Tartaruga, A Dança do Vampiro e A Dança da Manivela. Foi um período fortíssimo de shows em carnavais fora de época como Carnatal, Recifolia, Fortal, Carnasampa e Carnabelô. O grupo chegou a fazer uma média de 20 apresentações mensais nos anos de 1997 a 1999.
Com a retração da axé music, as vendas de patamares milionários despencaram e o público de centros como São Paulo e Rio de Janeiro se dispersou. Ainda assim, o Asa de Águia se manteve fiel ao estilo pula-pula cheio de humor em CDs como E O Mundo Não Acabou (lançado em 1999, com a regravação de Robocop Gay, dos Mamonas Assassinas) e Asa de Águia (2000).
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