JULIO MEDAGLIA
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O paulistano Júlio Medaglia define o início de sua trajetória musical como "um puro acidente". Seu primeiro contato com um instrumento, um violino infantil, se deu em casa, mas não por meio de seus pais. Uma empregada, Magali Sanches, que depois viria a se tornar atriz de rádio-novela, foi quem introduziu esse pequeno instrumento na vida do futuro maestro. Pouco tempo depois, Júlio Medaglia iria tomar aulas com uma prima da mãe, ex-violinista da orquestra do Cine Avenida, ainda do tempo do cinema mudo... No início dos anos 90, assume a Direção Artística do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e, em seguida, a Regência Titular da orquestra do Teatro Nacional de Brasília. Na mesma época, dirige o Festival de Inverno de Campos do Jordão, revolucionando esse tradicional evento. Os anos 90 marcam, também, sua participação em grandes espetáculos cênico-musicais, como: "Carmina Burana", de Carl Orff, montada para mais de 100 mil pessoas na praia de Copacabana; a Ópera "Aida", de Verdi, em 6 estádios de futebol de capitais brasileiras; a "História do Brasil", encenada e musicada em 6 palcos simultaneamente na Pedreira, de Curitiba; e a ópera afro-brasileira "Lídia de Oxum", de Lindembergue Cardoso e Ildázio Tavares, levada às margens da Lagoa de Abaeté, em Salvador, para um público de cerca de 30 mil espectadores. No final dos anos 90, Júlio Medaglia surpreende mais uma vez e ganha as manchetes do Brasil e do mundo ao montar uma orquestra filarmônica de nível internacional em plena floresta amazônica. Por ocasião das celebrações do centenário de morte de Carlos Gomes, regeu "O Guarani", na Ópera Nacional da Bulgária, evento gravado em CD, vídeo e transmitido em vários países. Atualmente, tem regido, como convidado, dentro e fora do país, e trabalhado em diversos projetos culturais. Júlio Medaglia é constantemente convidado para ministrar palestras em todo o Brasil. É ensaista e colaborador dos mais importantes órgãos de imprensa nacionais. Tem livros publicados como tradutor e autor ("Música Impopular", já na segunda edição). É membro da União Brasileira de Escritores. Tem composições, extraídas de suas trilhas sonoras para filmes, peças de teatro e TV, assim como arranjos seus, interpretados e gravados por membros da melhor orquestra do planeta, a Filarmônica de Berlim. Em agosto de 2005, estreou um novo e revolucionário programa na TV Cultura, "Prelúdio", um "show de calouros" para jovens intérpretes de música clássica!
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Música Impopular Julio Medaglia
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Nova edição revista e ampliada. Traz uma coletânea de artigos publicados em diversos jornais e revistas, entrevistas, palestras, além de outros escritos especialmente para o livro. Fornecem uma vis... Saiba mais
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