BERTRAND RUSSELL
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O conde, filósofo, matemático, pedagogo etc. Bertrand Arthur William Russell nasceu a 18 de maio de 1872, no País de Gales. Ficou órfão aos 3 anos. Foi educado primeiramente apenas por tutores e governantas, e assim aprendeu francês e alemão. Depois de graduado em filosofia por Cambridge (1894) viajou pela França, Alemanha e Estados Unidos. Aliou a suas preocupações sociais um sólido estudo de matemática, tema sobre o qual palestrou como especialista em vários países. Seu livro ´Princípios de matemática´ (1903) foi bem recebido nos círculos especializados. Começou sua colaboração com Alfred North Whitehead por volta dessa época e, entre 1910 e 1913, publicaram conjuntamente os 3 volumes do importantíssimo ´Principia mathematica´. Sua produção no outro grande campo de seu interesse começou com ´Problemas da filosofia´ (1913), que discutia e refutava várias proposições das filosofias idealistas. A rotina de Russell nesses anos foi de trabalho árduo e vida simples. Quando começou a Primeira Guerra ele publicou um panfleto criticando o serviço militar obrigatório; foi multado em 100 libras por essa contravenção. Sua biblioteca foi apreendida para quitar a multa, mas um amigo de Russell conseguiu recuperar a maior parte dos livros depois. Recebeu convites para palestrar ou mesmo se estabelecer em universidades estrangeiras, mas teve recusado seu pedido de passaporte. Um artigo pacifista lhe custou 6 meses de prisão, onde escreveu ´Introdução à filosofia matemática´ (1919). Visitou a Rússia depois da guerra e escreveu ´Prática e teoria do bolchevismo´ (1920), externando seu desapontamento com o que testemunhou lá. Em 1921 foi professor convidado na Universidade de Pequim. Ao regressar casou-se novamente e passou a ganhar a vida com palestras, jornalismos e livros de divulgação científica (tais como o ´A B C da relatividade´, de 1925). Com suas idéias progressistas de pedagogia, abriu em 1927 uma escola infantil. Foi feito conde em 1931. Depois da Segunda Guerra tornou-se popular na Inglaterra devido a programas de rádio sobre temas políticos e filosóficos. Em 1950 recebeu o Nobel - de literatura. Casou-se pela terceira vez em 1952 e publicou cinco contos (´Satã nos subúrbios´) em 1953. Sua longa vida produtiva e influente (ex.: Wittgenstein foi seu aluno) fez dele o que muitos comentadores chamaram de ´um Voltaire do século XX´.
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1 dia útil para grande São Paulo
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