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  • Nana
    Este é o segundo longa de Jean Renoir, e foi inspirado no romance de Emile Zola / Nana. Renoir reconta a história de uma bela moça da favela Parisiense, numa narração puramente visual. Esperando fugir dos ambientes humildes onde foi criada, Nana tem um caso amoroso com um alto funcionário do governo, George Muffat. Em vez de alcançar o nível de Muffat, Nana arrasta o pobre homem até o seu - e no fim, ambas as vidas ficam totalmente destruídas. Catherine Hessling, dá uma estilizada e bela interpretação ao papel-título. Este foi o filme mais caro da França, até a data de sua produção, no nível artístico e dos críticos obteve grande sucesso; mas, Nana acabou não dando lucro. Por contas do fracasso de bilheteria, Renoir esperou vários anos até conseguir outro grande orçamento. Obra-prima obsoluta.

    A Filha da Água
    Este é o primeiro longa de Jean Renoir, uma mescla de drama, neo-realismo, farsa e surrealismo. Embora o filme oscile de um extremo ao outro, entre o drama e a comédia, entre o naturalismo e fotografia estilizada, consegue cativar a audiência com o toque típico de Renoir, que mistura o charme romântico a humanidade crua, foi estrelado por sua esposa Catherine Hessling, a última modelo do pai de Jean Renoir. O roteiro foi escrito pelo seu amigo íntimo, Pierre Lestringuez, inspirado nas séries americanas, no melodrama francês e nos contos de fadas. A narrativa é simplista, até mesmo absurda, mas o tratamento dado por Renoir é surpreendentemente maduro, e ele consegue criar um filme de imensa beleza e originalidade. Renoir foi influenciado claramente pela vanguarda da era do filme mudo, particularmente por Abel Gance e Jean Epstein, adotando e modificando algumas das técnicas cinemáticas experimentais deles. Obra-prima que foi renegada coniderada como ingênua e mal realizada, pelo próprio mestre. Uma realização fantástica.

    As Estranhas Coisas de Paris
    No fim do século XIX, em Paris, nobre polonesa cortejada fica noiva de rico empresário a quem não ama e conhece importante general. Militares pedem-lhe que o convença a tomar o poder. Apesar do amor anacrônico, com a malícia típica do teatro francês, tem seu charme no romantismo leve imposto por Renoir (1894-1979). Outros pontos positivos: a reconstituição cenográfica, os figurinos, a música de Joseph Kosma, a exuberante fotografia de Claude Renoir (sobrinho do diretor) e principalmente o magnetismo de Bergman, belíssima.

  • Procedência: Nacional
  • Estúdio: Amazon Digital
  • Tempo: 334
  • Cor: Colorido
  • Elenco: INGRID BERGMAN & PIERRE RENOIR & MEL FERRER & WERNER KRAUSS & JAQUES MORELEMBAUM & ALBERT REMY & CATHERINE HESSLING & PIERRE CHAMPAGNE & CHARLOTTE CLASIS & ANDRÉ DERAIN & MADAME FOCKENBERGHE & PIERRE LESTRINGUEZ & HAROLD LEVINGSTON & HENRIETTE MORET & MAURICE TOUZÉ & GEORGES TÉROF & JEAN ANGELO & RA
  • Direção: JEAN RENOIR
  • Recomendação: 14 anos
  • Região do DVD: Região 4